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  • Quantas fraldas o Brasil descarta?

    Apenas 27% das crianças de 0-30 meses usam fraldas descartáveis, mesmo assim são descartadas:
    - 204 fraldas por segundo
    - 12. 240 fraldas por minuto
    - 734.400 fraldas por hora
    - 17.625.600 fraldas/DIA
  • Trocar 5500 fraldas DESCARTÁVEIS x 40 fraldas de PANO, é viável?

    Minha intenção com este blog é divulgar informações, dados, estatísticas a respeito do uso de fraldas. Quais são os impactos do uso de fraldas descartáveis? Quais são as desvantagens do uso de fraldas de pano? Viabilidade, sustentabilidade, impacto ambiental. O que pesa mais? Um lixão sobrecarregado de fraldas a céu aberto ou um sistema de águas sobrecarregado de água, sabão e dejetos fecais?

Quem decide a hora do desfralde?

Hora do desfraldeAqui recebemos vários emails relatando tentativas frustradas de desfralde,  inícios e finais não tão felizes, dificuldades, sucessos, experiências, vivências…

Quem decide? A família que cansa de comprar fraldas descartáveis?  A opinião pública que alega que deu 2 anos está na hora de desfraldar? A chegada do verão? As bases da pediatria? Ou a maturação do organismo daquela criança? Você já pensou nisso? Cada filho é igual? Só pq com o primeiro foi tudo bem, com o segundo você vai tirar de letra?

A partir daqui, acompanhe-nos lendo um relato de desfralde muito bacana, onde a privacidade e o respeito pela individualidade daquela criança, fizeram toda a diferença! Joyce Guerra escreve   aqui no http://www.intensiterno.com.br/ é mãe de 3 crianças e tem um diferencial muito importante,  é portadora de deficiência visual! Ah, detalhe importante, ela usa fraldas de pano full time com a terceira criança! Bom proveito 🙂

Desfralde, em que momento?

Desfralde, em que momento?

Meninas, paz e bem!!

Acho que pode ser relevante contar.

Quando Mariles tinha 2 anos e poucos, comecei a observar os sinais do desfralde.
Ela estava pronta pra desfraldar em vários sentidos, e do ponto
físico, a coisa era quase que urgente. Ela segurava tanto o xixi, que
sempre vasava; as fraldas estavam apertadas nela. Sem falar em toda
aquela história psicológica de gostar de cocô, de não querer colocar a
fralda, de dar tchau pro cocô e pro xixi dos outros… E de continuar
fazendo xixi na calça.

Não diantou nada. Nem vaso, nem penico, nem explicar, nem deixar de
calcinha pra sentir o molhado e ir entendendo.
O angustiante era que, nem ela queria mais a fralda, nem conseguia
ficar sem ela.
Assim, pedi ajuda a escola.
Todos os dias, marile3s levava duas mochilas: a da escola e a de
roupas… E voltava com a de roupas cheia de roupas molhadazs, mas
quando tentávamos colocar fraldinha nela, era aquele escândalo! E
quando, de algum modo, colocávamos a fralda, ela arrancava!

Nós fazíamos o de praxe: perguntar se queria fazer xixi, levar ao
banheiro de tempos em tempos, encorajá-la a usar o vaso e, claro,
quando ela sentava nele, sempre tinha alguém pra fazer aquele
incentivo básico.
A professora dizia que ela ficava com as perninhas apertadas, de
tantoq ue segurava o xixi, mas não fazia, de jeito nenhum, até não
aguentar e fazer no chão, mesmo que tivesse sido levada ao banheiro um
minuto atrás.

Talvez por isso que ela fingiu que não viu, quando Mariles saiu da
sala, toda encolhidinha, rumo ao banheiro.Ficou olhando de longe, sem
deixar ela ver.
Mariles entrou no banheiro, abaixou a calça, ca calcinha, sentou no
vaso e começou a fazer xixi.
Ela então entrou no banheiro e disse: que bonito!! parabéns!!!!

Na hora, ela levantou do vaso e se vestiu, terminando a tarefa cinco
minutos depois, dentro da sala.

A história veio narrada na agenda e, finalmente, eu matei… E quase
morri de vergonha de mim e pena da minha filha…

De fato, pedi para todos ignorarem solenemente o fato de que havia uma
menina desfraldando aqui em casa. Assim, Marriles passou a levantar, e
ficar olhando em torno, como se estivesse checando alguma coisa.
Depois, devagarinho e olhando para trás a todo tempo, ia para o
banheiro, abaixava a roupa e se servia do vaso.
Assim ela desfraldou, de uma vez, tanto de noite, quanto de dia.
Nenhum deslize daquele dia até hoje.

Como é complicado a gente se apegar aos estereótipos! Eu me apeguei a
toda aquela história de incentivar, valorizar, e não reparei que a
minha filha não desfraldava porque queria privacidade para usar o
banheiro, nada mais!

Detalhe: ela levanta de madrugada para fazer xixi….

Beijos reflexivos e aprendizes,

 

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2 Respostas

  1. A criança demonstra qd chega a hora….cabe aos pais e ao educador da Creche perceberem os sinais….

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  2. Oi Monique, sim, a criança demonstra, porém, na nossa vivência com as fraldas, percebo que o fato da criança ter “completado” dois anos de vida é quase que condicional para a retirada das fraldas, a única coisa que posterga um pouco mais, é o inverno/verão. A maioria das mães deixa para o verão por ser mais fácil gerenciar as escapadas. E há ainda um fator importante, a criança que usa fralda de pano acaba desfraldando antes, pq ela domina o conceito molhado e seco, já a criança da descartável, migra direto do conceito “sempre seco” para o enxarcado, e muitas vezes ela precisa de um tempo para assimilar isso 🙂 Com certeza, o respeito é fun-da-men-tal para o equilíbrio dessa criança!

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