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    Novo kit de fraldas ecológicas na loja 😊😊 Sessão de fotos no jardim enquanto seu lobo não vem! 😎😎😎 #bonecadepano #boneca #artesanato #ciadasmaos #gramado #serragaucha Junta, junta, junta! Olha a selfie!!! ♥️♥️♥️ As primeiras bonecas de pano, ufa! #boneca #bonecadepano #artesanato #ciadasmaos Kits pronta entrega, tá tendo! Eba! #fraldas #fraldadepano #fraldaecologica link na bio. Bolinhas de pano! Pensadas para bebês, mas atendem bem à gataiada de plantão 😂😂😂 #bolinhas #pano #ludico #gatos #bebe Lotação esgotada! Não cabe um fio de linha aqui dentro 🙃🙃🙃 #boneco #bonecoestrela #ciadasmaos Fantoches cobras, vestem até o cotovelo e têm a boca manipulável. A molecada ama e eu também!! 😁😁😁 #bonecos #fantoche #feltro Trocadores para bebês prontinhos! ♥️♥️ Dia de sol, festa de luz! Uma ótima semana para todos nós 😘😘
  • Quantas fraldas o Brasil descarta?

    Apenas 27% das crianças de 0-30 meses usam fraldas descartáveis, mesmo assim são descartadas:
    - 204 fraldas por segundo
    - 12. 240 fraldas por minuto
    - 734.400 fraldas por hora
    - 17.625.600 fraldas/DIA
  • Trocar 5500 fraldas DESCARTÁVEIS x 40 fraldas de PANO, é viável?

    Minha intenção com este blog é divulgar informações, dados, estatísticas a respeito do uso de fraldas. Quais são os impactos do uso de fraldas descartáveis? Quais são as desvantagens do uso de fraldas de pano? Viabilidade, sustentabilidade, impacto ambiental. O que pesa mais? Um lixão sobrecarregado de fraldas a céu aberto ou um sistema de águas sobrecarregado de água, sabão e dejetos fecais?

Produtos de limpeza sustentáveis, existem SIM!!

Produtos de limpeza sustentáveis, existem sim! www.fraldabonita.com.br

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http://atitudesustentavel.uol.com.br/blog/2011/02/11/ibope-indica-produtos-de-limpeza-sustentaveis/

Segundo a pesquisa recente do IBOPE, sobre os Produtos do Ano de 2010, os produtos da linha Ecobril da Bombril ficaram na primeira posição entre a preferência dos consumidores brasileiros. Os produtos de limpeza da linha BioWash, da Cassiopéia, ficaram em segunda posição. Na pesquisa foram considerados os produtos de limpeza de uso diário (como desengordurantes, desinfetantes, detergentes, amaciantes e sabão em pó). Alguns produtos da linha Ecobril apresentam derivados de petróleo (que não é biodegradável) na composição.

Os produtos da Cassiopéia foram os primeiros do país a não utilizar petróleo na composição e possuem o Selo do IBD, que certifica que todas as matérias primas são 100% naturais.

Para Becky Weltzien, sócia diretora da Cassiopéia, uma dificuldade para estabelecer produtos sustentáveis no mercado é o green washing, ação em que produtos não tão sustentáveis são apresentados para o público como se fossem.

“É uma forma de se aproveitar da falta de legislação ou regulamentação referente aos termos que podem ser utilizados, como: natural, biodegradável, ecológico, orgânico…etc. Quem utiliza este tipo de marketing está se aproveitando da ignorância e inocência do consumidor que ainda não sabe bem distinguir entre um e outro. Um verdadeiro produto ecológico deve ser feito a partir de matérias primas de origem vegetal, de fontes renováveis”, explica Becky.

A solução seria uma melhor regulamentação dos para os fabricantes. “Isto iria também ajudar o consumidor a fazer uma escolha consciente e informada, pois o green washing não poderia mais ser utilizado como ferramenta de marketing”, comenta Becky.

Saúde e Sustentabilidade

Veja substâncias nocivas à saúde e ao meio ambiente frequentemente utilizadas em produtos de limpeza:

Fosfato: presente em maior percentual na composição dos detergentes. Apesar de eficaz, atua nos mananciais como adubo para plantas aquáticas e algas, além de esgotar o oxigênio da água.

Conservante: atua como componente bacteriostático. Não elimina as bactérias, apenas inibe a reprodução.

Formaldeído: tipo de conservante muito utilizado devido sua efetividade e baixo custo. Em exposições crônicas, pode causar câncer.

Tensoativos: presente nos detergentes, são responsáveis pela remoção das sujidades. Por lei, devem ser biodegradáveis, mas continuam sendo derivados de petróleo.

Branqueadores Ópticos: encontrados em sabão em pó e barra, são substâncias fluorescentes que, aplicado ao produto, confere tonalidade branca. Ao lavar a roupa, partículas do branqueador se prendem no tecido. Em contato com a luz, tais partículas dão a sensação de que a roupa ficou mais branca do que estava antes de ser lavada.

Fragrâncias e corantes: em geral, tais componentes, presentes nos produtos de limpeza, são derivados de petróleo, ou seja, sintéticos, que causam alergias e poluem o meio ambiente. Nas formulações de origem vegetal as fragrâncias são de óleos essenciais e os corantes derivados de plantas.

A equipe da Bombril ainda não se manifestou.

 

 

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Quanto de luz e água gastamos para manter fraldas de pano limpinhas e cheirosas?

Quem NÃO usa fralda diz que gasta muiiiiito. Quem USA SIM fralda de pano diz que não é tanto…. para termos uma noção melhor do que significa tudo isso, também em função da última postagem, decidimos abrir um doc no google docs com 14 perguntinhas básicas,  fáceis e rápidas de serem respondidas.

Quantificação do consumo de água e luz utilizados na manutenção de fraldas de pano, você pode nos ajudar?

Quantificação do consumo de água e luz utilizados na manutenção de fraldas de pano, você pode nos ajudar?

Então, convidamos à todos, venha dar sua opinão e nos ajude a definir com sua experiência e vivência, quanto se gasta de fato, realmente, em luz e água, ao utilizamos as fraldas de pano no dia a dia.

Como forma de agradecer, ao final da pesquisa, sortearemos 2 kits com 3 fraldas e 6 absorventes cada, entre os participantes que se identificarem (a identificação é opcional). Amanhá monto a página já com a listagem atualizada de quem já participou com suas respostas.

Quantificação do consumo de água e luz utilizados na manutenção de fraldas de pano, você pode nos ajudar?

Vamos, ânimo!!

Fraldas de pano da marca  Fralda Bonita são anatômicas, bonitas, confortáveis, delicadas, eficientes e fashion! Loja virtual http://babyslings.megaweb.com.br

Reciclagem de fraldas descartáveis é possível, inicia hoje a primeira proposta nesse sentido!

Achei a notícia o máximo, pois convenhamos, as fraldas são uma solução para a modernidade e falta de tempo mas também, um problemão para o meio ambiente. Nunca condenei ninguém por usar fraldas descartáveis ou de pano, pois cada um sabe onde o calo lhe aperta… Mas essa proposta sendo colocada em prática mostra que é possível sim, desenvolvermos novas tecnologias.

Claro que a partir daí existem novos desafios, como encaminhar as fraldas de fato para esse sistema, assim como absorventes menstruais, pois aqui no Brasil, ainda há uma certa morosidade em relação ao lixo reciclável, não é mesmo? Mas achei a notícia bacana sim e digna de ser publicada aqui, pois no fundo, torço para que a longo prazo, seja uma solução razoável sim,  se a opção de usar fraldas descartáveis é a eleita.

http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/reino-unido-abre-1a-usina-de-reciclagem-de-fraldas-descartaveis

Fraldas e soluções, pq o planeta merece! www.fraldabonita.com.br

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Uso de fraldas de pano cresce devido à preocupação ambiental

Uso de fraldas de pano cresce devido à preocupação ambiental  www.fraldabonita.com.br

Uso de fraldas de pano cresce devido à preocupação ambiental http://www.fraldabonita.com.br

Interessante, pois  é uma notícia velha, abril de 2008, hoje em dia essa preocupação tende a crescer, tanto lá fora (principalmente) quanto aqui no Brasil. Vale a pena dar uma lidinha!!

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/04/080428_fraldasdepano_ba.shtml

 

O uso de fraldas de pano quadruplicou na Grã-Bretanha nos últimos anos devido à preocupação dos pais com o ambiente, segundo um levantamento de mercado publicado pela empresa de pesquisas Mintel neste mês.

Segundo a pesquisa, o uso de fraldas de pano aumentou em 6 pontos percentuais de 2005 a 2007, e hoje chega a 8% dos pais com filhos que ainda usam fraldas.

Além disso, 42% dos pais acreditam que o uso de fraldas de pano é melhor para o ambiente e o número de pessoas que se sentem no dever de reciclar seu lixo aumentou em 17,3 pontos percentuais em 2007, em comparação com 2003.

De acordo com a pesquisa, as fraldas de pano hoje ocupam um nicho do mercado e poderiam seguir o exemplo dos alimentos orgânicos para bebês, que deixou de ser um produto de nicho para se tornar popular entre o grande público.

As fraldas de pano – em diferentes modelos e estilos, muitas prometendo praticidade – se tornaram populares por uma série de fatores, segundo a pesquisa, entre eles, o fato de as autoridades locais – que lidam com o lixo – promoverem campanhas pelo seu uso.

Quase três bilhões de fraldas descartáveis são jogadas anualmente no lixo, na Grã-Bretanha e 90% acabam em depósitos de lixo, onde estima-se que o tempo mínimo de decomposição é de 20 anos, podendo chegar a até 100 anos.

Gastos com o lixo

As autoridades locais estimam gastar centenas de milhares, e em alguns casos até milhões, de libras por ano, com o lixo produzido pelas fraldas.

Mas um relatório divulgado pela Agência Ambiental do governo concluiu que não há uma vantagem clara para o ambiente no uso de fraldas de pano, já que elas demandam energia no processo de lavagem e secagem.

De acordo com a pesquisa de mercado, as fraldas de pano são mais populares entre as mães acima dos 30 anos de idade, das classes A e B, com bom nível de educação e que moram em Londres.

O avanço da Internet e da banda larga também é apontado como fator chave para a popularização da moda, já que as fraldas de pano são, em geral, produzidas por pequenas empresas que não têm condições de competir em marketing com os grandes produtores de fraldas descartáveis.

Para contrabalançar o aspecto menos conveniente de ter que lavar as fraldas, há uma série de serviços disponíveis, entre eles, lavanderias que buscam as fraldas sujas em casa e devolvem fraldas limpas.

O relatório, no entanto, afirma que as fraldas de pano ainda não ameaçam as descartáveis, que detêm mais de 90% do mercado, mas que a preocupação ambiental pode levar a indústria a investir mais na produção de fraldas descartáveis biodegradáveis.

 

Tidee Didee !!

Assistindo tv, zapeando pelos canais, caí no Discovery. 5 minutos depois começa um programa chamado Trabalho Sujo e resolvi assistir… BINGO, minha intuição me levou ao lugar certo 🙂 Coincidentemente era sobre uma delivery de fraldas, em Sacramento, Califórnia e o nome da empresa é Tidee Didee.

Ela não deve ser a única, mas deve ser grande o suficiente para despertar o interesse da Discovery em elegê-la para gravar seu programa lá, onde o apresentador Mike Rowe mostra o que existe de trabalho sujo por aí.

Tirando o lado sujo da questão, o trabalho é sensacional!!!! A família compra tantas fraldas entregues limpas a um intervalo de tempo definido. Ou seja, a cada 7 dias a empresa passa no endereço, retira um recipiente com as fraldas sujas e deixa outro recipiente com as fraldas limpas. É uma delivery de fraldas.

Pelo que entendi, eles tem uma média de 50 entregas por dia, pacotes de 50 fraldas. Colocando a matemática em ação, temos 2500 fraldas/dia +/-10%. A Tidee Didee é o nome da empresa que presta esse serviço e eles lavam/higienizam e tratam essas 2500 fraldas, o apresentador passou um dia lá encarando o trabalho duro de colocar as fraldas manualmente, dentro das monstruosas máquinas de lavar industrial. A separação por tamanhos, o controle de qualidade sobre a limpeza, etc.

Super Interessante, alô empreendedores de plantão, ótima oportunidade de ação!!

Vídeo no youtube sobre o programa (buá, não consigo inserir o vídeo aqui no post)

Página sobre a empresa Tidee Didee

http://sacramento.downtowngrid.com/directory/view/entry/20207

Berço Verde, revista Vida Simples – edição Setembro 2009

Onde encontrar as fraldinhas?

Dicas de sustentabilidade que podem durar desde os primeiros meses de vida até a vida toda

 

texto Mariana Lacerda fotos Eduardo Delfim

Em 1995 um dos maiores historiadores da atualidade publicou um tratado assustador sobre o século 20. Em seu livro Era dos Extremos, o britânico Eric Hobsbawm analisa toda a história dos últimos 100 anos. As guerras, os entraves raciais e religiosos, o crescimento das metrópoles e da economia mundial, tudo isso em detrimento da vida humana. “O velho século não acabou bem”, escreve. Pois logo no início do século seguinte o mundo passou a assistir a uma de suas maiores crises econômicas. O modelo capitalista, que em resumo diz que, quanto mais se acumular dinheiro, melhor, não funciona mais. A menina Isadora nasceu no dia 11 de fevereiro de 2009 no meio dessa confusão. E o que ela tem a ver com isso?

Tudo. Ela é a herdeirazinha deste mundo que construímos. E, apesar da pouca idade, é Isadora quem definitivamente abriu os olhos da mãe, que assina este texto, para desejar cuidar do que constitui o mundo dela: seu pai, suas bisavós e avós, primos, a sua casa, o seu bairro, a cidade em que vive. Foi assustada pela leitura de Hobsbawm e observando o mundo de Isadora que comecei a elaborar a pauta que deu origem a esta matéria. A troca de fraldas, apesar de ser um ato mais do que trivial na vida de uma mãe, também foi um fator imprescindível para pensar no assunto que vem a seguir.

Este é o Ted, o ursinho da prima Irene, que está passando férias na casa de Isadora
Lindas estas pantufinhas, não é? Presente de Pedro, o irmãozinho paulista
A cadeirinha veio do priminho carioca Chico. Grandão, Chico usou pouco o presente que ganhou do pai, Felipe
O macacãozinho também veio do primo Chico. Depois do dia em que foi feita esta foto, já não cabia mais em Isadora. Novo dono: Vicente, que acabou de nascer no Recife
Fralda é lixo Sim, fralda descartável é uma invenção bem prática, mas um horror para o planeta. Uma criança, em seus dois primeiros anos, utiliza em média 5,5 mil fraldas descartáveis – que custam à natureza cerca de cinco árvores. Uma fralda demora 450 anos nos lixões para se decompor. Para ter uma ideia, a cidade de São Paulo recolhe cerca de 13 mil toneladas de lixo todos os dias. Cerca de 230 toneladas são constituídas de fraldas descartáveis (2% do lixo é constituído de fralda descartável). Os números foram coletados pela engenheira química Bettina Lauterbach, do Rio Grande do Sul. Mãe de duas filhas, é uma das maiores ativistas do Brasil pelo retorno das fraldas de pano.

Graças ao trabalho de gente como Bettina, as fraldas de pano evoluíram. Elas se tornaram práticas, ajustáveis ao corpo do nenê. Bettina, que pesquisa tecnologias para a fabricação das fraldinhas e também as comercializa, conta que as maiores inimigas em seu negócio são as avós, que sempre tentam convencer as mães que entram em sua loja a sair dali imediatamente. Ela explica que aquelas que criaram bebês até meados da década de 1970 ainda têm na memória a pilha acumulada de panos no fim do dia. “Mas deve-se levar em consideração que as fraldas estão diferentes e o acesso às máquinas de lavar também melhorou”, diz.

Você pode até achar que também não é lá muito econômico para a natureza gastar água com a lavagem de panos. Mas hoje o problema do lixo nas metrópoles é muito mais alarmante do que a escassez de água. Tanto que países como Bélgica e Inglaterra incentivam – inclusive com dinheiro – os pais a optar pelo uso de fraldas de pano.

Faça um teste: pergunte a sua avó ou mãe se no tempo dela as crianças deixavam a de usar fraldas mais cedo do que aquelas de hoje, o que acontece por volta dos 3 anos de idade. É provável que, puxando pela memória, ela responda que sim. É que, naquela época, os pequenos se sentiam incomodados por estarem sempre molhados, coisa que não acontece com a fralda descartável, pois a tecnologia usada para absorver o xixi o deixa longe da pele do bebê até a troca. É verdade que não é fácil para pessoas como eu, que se acostumaram a usar fralda descartável na Isadora, se adaptar à de pano. Mas vale o teste. O trabalho cresce um pouquinho, sem dúvida, mas as vantagens ambientais são recompensadoras.

Consumo no berço Em seu livro Por uma Outra Globalização, Milton Santos, um dos mais importantes sociólogos brasileiros, conta como antes a economia se baseava na geração de bens que atendiam às necessidades de consumidores. “Atualmente, as empresas produzem o consumidor antes mesmo de produzir os produtos”, escreve.

Ou seja, somos bombardeados por ofertas de coisas de que não precisamos, mas tentam nos convencer de que nossa vida será melhor com elas. O mundo da maternidade é um exemplo disso. “Porque atinge o consumidor num momento em que, fragilizado pela chegada de um filho ou neto, tudo o que ele deseja é encontrar e oferecerlhe o melhor”, diz a advogada pernambucana Rebeca Duarte, que trabalha na organização não-governamental Observatório Negro e ministra palestras com mães de baixa renda a respeito da maternidade e do consumo.

As fraldinhas de pano substituem as descartáveis. Com estampas modernas, o xixi fica retido no refil de pano lavável
Arte feita pelos primos para a chegada da mais nova integrante
A antiga cômoda da mãe foi adaptada para servir de trocador para a filha
Este é o único móvel novo no quarto de Isadora. O motivo: os os berços da família estão ocupados

Nessa fase em que pais e mães estão suscetíveis, são ofertadas coisas não raro desnecessárias para o cuidado do bebê, a exemplo de carrinhos modernos. Enquanto uma faixa de pano envolvendo mãe e bebê (conhecidos como slings), como fazem os índios brasileiros, pode ser suficiente para sustentar com segurança o filhote no colo da mãe. Esse é, inclusive, o lugar onde o bebê pode sentir o mesmo calor e bater do coração de quando ainda estava na barriga, ganhando assim segurança para conhecer a vida que lhe espera. Motivo pelo qual, vale dizer, os autores do livro O Bebê – O Primeiro Ano da Vida do Seu Filho, uma espécie de bíblia sobre o desenvolvimento infantil, sejam categóricos em afirmar que as crianças mantidas no colo se desenvolvem com mais rapidez.

Rebeca Duarte, mãe de uma filha, se lembra ainda da doutrina das roupas azuis para meninos e rosa para as meninas: uma convenção puramente comercial. “Por que existe isso?”, pergunta. A despeito do rosa e do azul, nada mais simpático do que herdar roupinhas que foram usadas por primos e primas mais velhos: os macacões de Chico, o primo carioca, hoje são usados por Isadora e logo serão enviados para Vicente, o recifense recémchegado. Ou ainda as roupinhas de Irene, que, de São Paulo, foram enviadas para Olinda para que a prima Érica pudesse usufruir delas. E que meses depois voltaram para que então Isadora fosse brincar com Irene, hoje com 4 anos. Construindo-se no ato da troca, as relações de amizade e solidariedade, de estímulo à lembrança do outro e ainda o cuidado com as coisas usadas ao máximo antes do descarte. Às vezes, até passando gerações, levando consigo tantos significados, como é o caso do vestido que um dia Isadora usará em seu batizado e que vestiu a sua avó Sônia quando ela saiu nos braços da mãe dela (a bisa Anna) da maternidade.

Estar em rede Se no meio da correria que é cuidar de um nenê está difícil pensar nos aspectos que envolvem a sustentabilidade, tudo bem, nada mais do que compreensível. Mas uma dica importante: junte-se a quem, como você, está experimentando a maternidade – o que acaba acontecendo naturalmente. Isso significa estar em rede. Pode ser uma rede de amigas mães ou mesmo aquelas mantidas por organizações não-governamentais, como o Grupo de Apoio à Maternidade Ativa, em São Paulo, ou o Grupo Boa Hora, no Recife. Em comum, esses grupos existem para a discussão das experiências de parto. Mas seus participantes terminam por trocar experiências sobre o primeiro ano do bebê. Entram no rol de discussões uso de medicamentos, aleitamento materno, alimentação orgânica e também o troca-troca de roupinhas.

O dia a dia A escolha do que vestir, alimentação, opções ecológicas na hora da compra de brinquedo ou mesmo na organização das festinhas de aniversário. Tudo isso faz parte da tentativa de criar de forma mais sustentável um bebê. “Acho importante ser seletivo e procurar ‘influenciar’ nossos filhos com esse tipo de postura porque, além de fazer bem, existe uma filosofia por trás com a qual simpatizo. Mas que seja sem radicalismo”, diz a publicitária Ilka Porto, mãe de Antônio, amigo de Isadora.

É isso mesmo. Porque criar um bebê é construir o cotidiano. Que, por sua vez, “é uma história a meio caminho de nós mesmos. É o mundo que amamos profundamente, memória olfativa, memória dos lugares da infância, memória do corpo, dos gestos da infância, dos prazeres”, escreveu o filósofo francês Michel de Certau, em seu livro A Invenção do Cotidiano. Daí a importância de ajudar nossos filhos a construírem modos de vida saudáveis desde a mais tenra idade. Para que no futuro eles possam escolher a sua postura de vida face ao mundo.

 

Berço verde

 

Reportagem na Veja, em 07/01/2008

 Guia Veja: Alternativas ecologicamente corretas

Nabor Goulart

A ENGENHEIRA QUÍMICA Bettina Lauterbach,
41 anos, fundou há três anos a única fábrica de fraldas de pano do país: “A procura é cada vez maior”

 Os especialistas indicam alguns dos itens mais nocivos à
natureza e apontam alternativas para substituí-los por outros
mais ecologicamente corretos. Em todos os casos, há outra
vantagem: as opções são também mais baratas!!

USO DE FRALDAS DESCARTÁVEIS

Comentário: elas levam cerca de 450 anos para se decompor – e são o terceiro item mais comum no lixo
Alternativa mais ecologicamente correta: as fraldas de pano, que são menos práticas, ou aquelas biodegradáveis (ainda não produzidas no Brasil)
Grau de esforço: alto
Impacto no meio ambiente: alto

Nota da Bettina: Mas gente, e que fim levou a máquina de lavar?? Será que lavar na máquina e pendurar no varal 10-12 ou 15 fraldas por dia é tanto esforço assim? Novidade: nós temos as papeletas de fralda, que são colocadas entre a fralda e o bebê, elas servem como um “aparador de cocô”, quando for trocar e limpar a criança, você tira a papeleta e joga fora, essa sim, é 100% biodegradável e facilita a sua vida. Iuhu!! E, claro, tem muitas mães que as reutilizam de 3 a 4 vezes, em casos onde a criança faz apenas xixi. As papeletas são lavadas, bem enxaguadas e pq não… reutilizadas.

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