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  • Quantas fraldas o Brasil descarta?

    Apenas 27% das crianças de 0-30 meses usam fraldas descartáveis, mesmo assim são descartadas:
    - 204 fraldas por segundo
    - 12. 240 fraldas por minuto
    - 734.400 fraldas por hora
    - 17.625.600 fraldas/DIA
  • Trocar 5500 fraldas DESCARTÁVEIS x 40 fraldas de PANO, é viável?

    Minha intenção com este blog é divulgar informações, dados, estatísticas a respeito do uso de fraldas. Quais são os impactos do uso de fraldas descartáveis? Quais são as desvantagens do uso de fraldas de pano? Viabilidade, sustentabilidade, impacto ambiental. O que pesa mais? Um lixão sobrecarregado de fraldas a céu aberto ou um sistema de águas sobrecarregado de água, sabão e dejetos fecais?

Dos lixões da vida, 2% são fraldas descartáveis… e eu com isso?

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Você sabia que o Brasil possui AINDA 2900 lixões operando oficialmente, fora os não oficiais? Alega-se que o contingente de catadores seja algo próximo a . 600.000 pessoas. As estatísticas apontam que as fraldas descartáveis ocupam 2% desse volume Até quando faremos de conta que a nossa responsabilidade termina quando o lixeiro recolhe NOSSO lixo? Qual o grande problema em se lavar fraldas de pano ecológicas, das moderninhas, em casa, na máquina de lavar?

Fraldas noturnas, www.lojababyslings.com.br

É tão trágico assim mexer com isso?

www.lojababyslings.com.br aqui você encontra diversos modelos e possíbilidades!

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Berço Verde, revista Vida Simples – edição Setembro 2009

Onde encontrar as fraldinhas?

Dicas de sustentabilidade que podem durar desde os primeiros meses de vida até a vida toda

 

texto Mariana Lacerda fotos Eduardo Delfim

Em 1995 um dos maiores historiadores da atualidade publicou um tratado assustador sobre o século 20. Em seu livro Era dos Extremos, o britânico Eric Hobsbawm analisa toda a história dos últimos 100 anos. As guerras, os entraves raciais e religiosos, o crescimento das metrópoles e da economia mundial, tudo isso em detrimento da vida humana. “O velho século não acabou bem”, escreve. Pois logo no início do século seguinte o mundo passou a assistir a uma de suas maiores crises econômicas. O modelo capitalista, que em resumo diz que, quanto mais se acumular dinheiro, melhor, não funciona mais. A menina Isadora nasceu no dia 11 de fevereiro de 2009 no meio dessa confusão. E o que ela tem a ver com isso?

Tudo. Ela é a herdeirazinha deste mundo que construímos. E, apesar da pouca idade, é Isadora quem definitivamente abriu os olhos da mãe, que assina este texto, para desejar cuidar do que constitui o mundo dela: seu pai, suas bisavós e avós, primos, a sua casa, o seu bairro, a cidade em que vive. Foi assustada pela leitura de Hobsbawm e observando o mundo de Isadora que comecei a elaborar a pauta que deu origem a esta matéria. A troca de fraldas, apesar de ser um ato mais do que trivial na vida de uma mãe, também foi um fator imprescindível para pensar no assunto que vem a seguir.

Este é o Ted, o ursinho da prima Irene, que está passando férias na casa de Isadora
Lindas estas pantufinhas, não é? Presente de Pedro, o irmãozinho paulista
A cadeirinha veio do priminho carioca Chico. Grandão, Chico usou pouco o presente que ganhou do pai, Felipe
O macacãozinho também veio do primo Chico. Depois do dia em que foi feita esta foto, já não cabia mais em Isadora. Novo dono: Vicente, que acabou de nascer no Recife
Fralda é lixo Sim, fralda descartável é uma invenção bem prática, mas um horror para o planeta. Uma criança, em seus dois primeiros anos, utiliza em média 5,5 mil fraldas descartáveis – que custam à natureza cerca de cinco árvores. Uma fralda demora 450 anos nos lixões para se decompor. Para ter uma ideia, a cidade de São Paulo recolhe cerca de 13 mil toneladas de lixo todos os dias. Cerca de 230 toneladas são constituídas de fraldas descartáveis (2% do lixo é constituído de fralda descartável). Os números foram coletados pela engenheira química Bettina Lauterbach, do Rio Grande do Sul. Mãe de duas filhas, é uma das maiores ativistas do Brasil pelo retorno das fraldas de pano.

Graças ao trabalho de gente como Bettina, as fraldas de pano evoluíram. Elas se tornaram práticas, ajustáveis ao corpo do nenê. Bettina, que pesquisa tecnologias para a fabricação das fraldinhas e também as comercializa, conta que as maiores inimigas em seu negócio são as avós, que sempre tentam convencer as mães que entram em sua loja a sair dali imediatamente. Ela explica que aquelas que criaram bebês até meados da década de 1970 ainda têm na memória a pilha acumulada de panos no fim do dia. “Mas deve-se levar em consideração que as fraldas estão diferentes e o acesso às máquinas de lavar também melhorou”, diz.

Você pode até achar que também não é lá muito econômico para a natureza gastar água com a lavagem de panos. Mas hoje o problema do lixo nas metrópoles é muito mais alarmante do que a escassez de água. Tanto que países como Bélgica e Inglaterra incentivam – inclusive com dinheiro – os pais a optar pelo uso de fraldas de pano.

Faça um teste: pergunte a sua avó ou mãe se no tempo dela as crianças deixavam a de usar fraldas mais cedo do que aquelas de hoje, o que acontece por volta dos 3 anos de idade. É provável que, puxando pela memória, ela responda que sim. É que, naquela época, os pequenos se sentiam incomodados por estarem sempre molhados, coisa que não acontece com a fralda descartável, pois a tecnologia usada para absorver o xixi o deixa longe da pele do bebê até a troca. É verdade que não é fácil para pessoas como eu, que se acostumaram a usar fralda descartável na Isadora, se adaptar à de pano. Mas vale o teste. O trabalho cresce um pouquinho, sem dúvida, mas as vantagens ambientais são recompensadoras.

Consumo no berço Em seu livro Por uma Outra Globalização, Milton Santos, um dos mais importantes sociólogos brasileiros, conta como antes a economia se baseava na geração de bens que atendiam às necessidades de consumidores. “Atualmente, as empresas produzem o consumidor antes mesmo de produzir os produtos”, escreve.

Ou seja, somos bombardeados por ofertas de coisas de que não precisamos, mas tentam nos convencer de que nossa vida será melhor com elas. O mundo da maternidade é um exemplo disso. “Porque atinge o consumidor num momento em que, fragilizado pela chegada de um filho ou neto, tudo o que ele deseja é encontrar e oferecerlhe o melhor”, diz a advogada pernambucana Rebeca Duarte, que trabalha na organização não-governamental Observatório Negro e ministra palestras com mães de baixa renda a respeito da maternidade e do consumo.

As fraldinhas de pano substituem as descartáveis. Com estampas modernas, o xixi fica retido no refil de pano lavável
Arte feita pelos primos para a chegada da mais nova integrante
A antiga cômoda da mãe foi adaptada para servir de trocador para a filha
Este é o único móvel novo no quarto de Isadora. O motivo: os os berços da família estão ocupados

Nessa fase em que pais e mães estão suscetíveis, são ofertadas coisas não raro desnecessárias para o cuidado do bebê, a exemplo de carrinhos modernos. Enquanto uma faixa de pano envolvendo mãe e bebê (conhecidos como slings), como fazem os índios brasileiros, pode ser suficiente para sustentar com segurança o filhote no colo da mãe. Esse é, inclusive, o lugar onde o bebê pode sentir o mesmo calor e bater do coração de quando ainda estava na barriga, ganhando assim segurança para conhecer a vida que lhe espera. Motivo pelo qual, vale dizer, os autores do livro O Bebê – O Primeiro Ano da Vida do Seu Filho, uma espécie de bíblia sobre o desenvolvimento infantil, sejam categóricos em afirmar que as crianças mantidas no colo se desenvolvem com mais rapidez.

Rebeca Duarte, mãe de uma filha, se lembra ainda da doutrina das roupas azuis para meninos e rosa para as meninas: uma convenção puramente comercial. “Por que existe isso?”, pergunta. A despeito do rosa e do azul, nada mais simpático do que herdar roupinhas que foram usadas por primos e primas mais velhos: os macacões de Chico, o primo carioca, hoje são usados por Isadora e logo serão enviados para Vicente, o recifense recémchegado. Ou ainda as roupinhas de Irene, que, de São Paulo, foram enviadas para Olinda para que a prima Érica pudesse usufruir delas. E que meses depois voltaram para que então Isadora fosse brincar com Irene, hoje com 4 anos. Construindo-se no ato da troca, as relações de amizade e solidariedade, de estímulo à lembrança do outro e ainda o cuidado com as coisas usadas ao máximo antes do descarte. Às vezes, até passando gerações, levando consigo tantos significados, como é o caso do vestido que um dia Isadora usará em seu batizado e que vestiu a sua avó Sônia quando ela saiu nos braços da mãe dela (a bisa Anna) da maternidade.

Estar em rede Se no meio da correria que é cuidar de um nenê está difícil pensar nos aspectos que envolvem a sustentabilidade, tudo bem, nada mais do que compreensível. Mas uma dica importante: junte-se a quem, como você, está experimentando a maternidade – o que acaba acontecendo naturalmente. Isso significa estar em rede. Pode ser uma rede de amigas mães ou mesmo aquelas mantidas por organizações não-governamentais, como o Grupo de Apoio à Maternidade Ativa, em São Paulo, ou o Grupo Boa Hora, no Recife. Em comum, esses grupos existem para a discussão das experiências de parto. Mas seus participantes terminam por trocar experiências sobre o primeiro ano do bebê. Entram no rol de discussões uso de medicamentos, aleitamento materno, alimentação orgânica e também o troca-troca de roupinhas.

O dia a dia A escolha do que vestir, alimentação, opções ecológicas na hora da compra de brinquedo ou mesmo na organização das festinhas de aniversário. Tudo isso faz parte da tentativa de criar de forma mais sustentável um bebê. “Acho importante ser seletivo e procurar ‘influenciar’ nossos filhos com esse tipo de postura porque, além de fazer bem, existe uma filosofia por trás com a qual simpatizo. Mas que seja sem radicalismo”, diz a publicitária Ilka Porto, mãe de Antônio, amigo de Isadora.

É isso mesmo. Porque criar um bebê é construir o cotidiano. Que, por sua vez, “é uma história a meio caminho de nós mesmos. É o mundo que amamos profundamente, memória olfativa, memória dos lugares da infância, memória do corpo, dos gestos da infância, dos prazeres”, escreveu o filósofo francês Michel de Certau, em seu livro A Invenção do Cotidiano. Daí a importância de ajudar nossos filhos a construírem modos de vida saudáveis desde a mais tenra idade. Para que no futuro eles possam escolher a sua postura de vida face ao mundo.

 

Berço verde

 

O grande varal de Nina…

Hoje recebi uma mensagem especial… Nina é uma pequena Srta que usa fraldas de pano, escolheu a dedo a família em que iria nascer, com pais pra lá de conscientes. Esse varal não é a coisa mais fofa?

E no seu varal, tem fraldas de pano também? Será que mãe da Nina é uma pessoa diferente só por lavar fraldas de pano?

Fiquei muito feliz e agradeço de coração, todo nosso carinho para essa pequena grande família 🙂

Crédito das  Fotos: Guga Ferri, (11) 8451-6999, www.fotocontexto.com.br

Um varal de fraldas...
Um varal de fraldas…
Um grande varal colorido...

Um grande varal colorido...

Uso de fraldas de pano cresce devido à preocupação ambiental

Uso de fraldas de pano cresce devido à preocupação ambiental
 
Fralda descartável
Fralda descartável ainda é a campeã de vendas

O uso de fraldas de pano quadruplicou na Grã-Bretanha nos últimos anos devido à preocupação dos pais com o ambiente, segundo um levantamento de mercado publicado pela empresa de pesquisas Mintel neste mês.

Segundo a pesquisa, o uso de fraldas de pano aumentou em 6 pontos percentuais de 2005 a 2007, e hoje chega a 8% dos pais com filhos que ainda usam fraldas.

Além disso, 42% dos pais acreditam que o uso de fraldas de pano é melhor para o ambiente e o número de pessoas que se sentem no dever de reciclar seu lixo aumentou em 17,3 pontos percentuais em 2007, em comparação com 2003.

De acordo com a pesquisa, as fraldas de pano hoje ocupam um nicho do mercado e poderiam seguir o exemplo dos alimentos orgânicos para bebês, que deixou de ser um produto de nicho para se tornar popular entre o grande público.

As fraldas de pano – em diferentes modelos e estilos, muitas prometendo praticidade – se tornaram populares por uma série de fatores, segundo a pesquisa, entre eles, o fato de as autoridades locais – que lidam com o lixo – promoverem campanhas pelo seu uso.

Quase três bilhões de fraldas descartáveis são jogadas anualmente no lixo, na Grã-Bretanha e 90% acabam em depósitos de lixo, onde estima-se que o tempo mínimo de decomposição é de 20 anos, podendo chegar a até 100 anos.

Gastos com o lixo

As autoridades locais estimam gastar centenas de milhares, e em alguns casos até milhões, de libras por ano, com o lixo produzido pelas fraldas.

Mas um relatório divulgado pela Agência Ambiental do governo concluiu que não há uma vantagem clara para o ambiente no uso de fraldas de pano, já que elas demandam energia no processo de lavagem e secagem.

De acordo com a pesquisa de mercado, as fraldas de pano são mais populares entre as mães acima dos 30 anos de idade, das classes A e B, com bom nível de educação e que moram em Londres.

O avanço da Internet e da banda larga também é apontado como fator chave para a popularização da moda, já que as fraldas de pano são, em geral, produzidas por pequenas empresas que não têm condições de competir em marketing com os grandes produtores de fraldas descartáveis.

Para contrabalançar o aspecto menos conveniente de ter que lavar as fraldas, há uma série de serviços disponíveis, entre eles, lavanderias que buscam as fraldas sujas em casa e devolvem fraldas limpas.

O relatório, no entanto, afirma que as fraldas de pano ainda não ameaçam as descartáveis, que detêm mais de 90% do mercado, mas que a preocupação ambiental pode levar a indústria a investir mais na produção de fraldas descartáveis biodegradáveis.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Qual o tamanho deste Dragão?

Há quase um ano venho pesquisando sobre fraldas descartáveis, fraldas de pano, materiais e sempre me intrigou saber os valores envolvidos nessa indústria. Quantas crianças usam fraldas descartáveis no Brasil? Qual a produção nacional? É tudo produzido no Brasil? De onde vem a matéria prima, é nacional, importada? Enfim, perguntas que vão surgindo no decorrer do processo. Entre uma falta de tempo crônica e uma curiosidade fulminante, vou encontrando dados, seguem abaixo.

O Brasil tem um dos menores índices de penetração de produto no  mercado (comparando-se á outros países), isso quer dizer que apenas 27% das crianças de 0-30 meses usam fraldas descartáveis, o restante, principalmente por uma questão financeira (e não ecológica ou por princípio), utiliza as tradicionais fraldas de pano com calça plástica.

Nosso país descarta as seguintes quantidades de fralda: 

204 fraldas por segundo

12. 240 fraldas por minuto

734.400 fraldas por hora

17.625.600 fraldas em 01 dia

VOCÊS CONSEGUEM IMAGINAR QUAL O VOLUME DESTA QUANTIDADE?

Quer ajudar a divulgar as fraldas de pano?

Quantas fraldas descartáveis vão para o lixo todos os dias?

 Fonte

http://www.bndes.gov.br/conhecimento/setorial/is_g1_26.pdf ( 2000)

http://revistacrescer.globo.com/Crescer/0,19125,EFC1096770-2450,00.html (2006)

Porque escolher fraldas de pano? Existem tantas razões!

PARTE 2 :: MEIO AMBIENTE

Em 1998, mais de 18 bilhões de fraldas foram vendidas e consumidas nos EUA. (4). Baseadas nas nossas contas (listadas no próximo post como Custos Nacionais, estimamos que 27,4 bilhões de fraldas são consumidas (usadas e descartadas) a cada ano nos EUA. (13)

 As instruções no pacote indicam que se deve jogar o material fecal no vaso, antes de descartá-las no lixo, mas apenas 0,5% vão realmente pra o sistema de esgoto. (4)

Mais de 92% das fraldas são descartadas em lixões/aterros sanitários. (4) 

Em 1988 (19 anos atrás) gastava-se US$300 milhões anualmente, no descarte das fraldas, enquanto que um a fralda de pano pode ser usada entre 50 a 200 vezes, antes de se transformar num farrapo. (4)

Ninguém sabe ao certo quanto tempo exatamente leva uma fralda descartável para se decompor, mas estima-se que ela leve entre 250-500 anos, muito tempo de pois que os tataranetos dos seus filhos morrerem. (5) 

Fraldas descartáveis são a terceira maior categoria em aterros sanitários, representam em torno de 4% do resídulo sólido. Numa casa com crianças usando fraldas, estas representarão 50% do seu lixo. (5)

Fraldas descartáveis geram 60x mais resídulo sólido e usam 20 x mais matéria prima, como óleo bruto de petróleo e polpa de celulose. (3)

A manufatura e uso de fraldas descartáveis utiliza 2,3x mais água que as de pano. (3)

 Mais de 300 libras de madeira, 50 libras de reserva de petróleo e 20 libras de gás cloro são usados para fornecer fraldas descartáveis para um (01) bebê a cada ano. (6)

Em 1991, uma tentativa de reciclagem de fraldas descartáveis foi feita numa cidade de Seattle, envolvendo 800 famílias, centros de cuidados, um hospital e uma unidade de reciclagem, por um período de um ano. A conclusão assumida pela própria Procter e Gamble foi de que a reciclagem deste material não é econômicamente viável em nenhuma escala. (17)

Nota da Bettina: assim que eu terminar a publicação dos posts restantes, colocarei um paralelo ao Brasil, nunca fiz questão de perceber a ordem de grandeza do marketing que envolve a indústria de fraldas e seus impactos ambientes, elas continuam a ser vendidas como se fosse a 10ª maravilha do universo, e assim como tantas outras coisas, é algo que depende somente da nossa atitude.

Referências bibliográficas indicadas para este post: 

3 Armstrong, Liz and Adrienne Scott   Whitewash: Exposing the Health and Environmental Dangers of Women’s Sanitary Products and Disposable Diapers, What You Can Do About It. 1993. HarperCollins.

4 Lehrburger, Carl. 1988. Diapers in the Waste Stream: A review of waste management and public policy issues. 1988. Sheffield, MA: self-published.

5 Link, Ann.  Disposable nappies: a case study in waste prevention.  April 2003.  Women’s Environmental Network.

6 Lehrburger, C., J. Mullen and C.V. Jones. 1991.  Diapers: Environmental Impacts and Lifecycle Analysis.  Philadelphia, PA: Report to The National Association of Diaper Services (NADS).

17Stone, Janis and Sternweis, Laura. Consumer Choice — Diaper Dilemma. Iowa Sate University – University Extension. ID.# 1401. 1994.
http://www.rockwellcollins.com/daycare/pdf/pm1401.pdf

Nova série: Meio Ambiente x Grandes Empresas – Parte I

Coelhinho da páscoa é branco?

http://www.procter.com.br/pg/contact/index.html#ambiente

Meio Ambiente

2. O que significa ser biodegradável?
Significa que um material pode se decompor em componentes mais simples por meio de uma ação biológica natural. O desenvolvimento de produtos e embalagens que sejam biodegradáveis após descartados parece, à primeira vista, uma boa idéia. De fato, o ideal seria que todos os restos sólidos voltassem à natureza sem deixar resíduos. Entretanto, não é assim que funciona e, acreditar que o fato de ser biodegradável resolva todo o problema dos restos sólidos, é muito simples.
Existem 2 considerações importantes para determinar a conveniência da biodegradabilidade dos materiais. A primeira é que alguns materiais podem se decompor em substâncias maléficas que voltam à terra, à água ou ao ar, tais como o gás metano. Em casos assim, é preferível a utilização de materiais não biodegradáveis, como o plástico. Nota da Bettina (1): é por isso que agora temos grandes campanhas para a redução de sacolinhas plásticas nos grandes centro. A segunda consideração refere-se ao tempo que leva para a decomposição dos restos. O ritmo da decomposição depende de vários fatores, como a umidade, o oxigênio, a temperatura, a quantidade de microorganismos e a presença de agentes inibidores e de nutrientes. Entretanto, dadas as condições dos depósitos de lixo (encontram-se cobertos de restos a tal ponto que impedem a passagem de ar, água e luz, retardando assim o processo), a decomposição chega a levar tanto tempo que deixa de oferecer um benefício real. Nota da Bettina (2), o problema então não seria o plástico em si, o grande vilão da história são os aterros, aham, claro!

3. O que ocorre com a fralda/absorvente quando descartados? Esses produtos são biodegradáveis?
A celulose é uma matéria prima biodegradável (é o mesmo material-base utilizado na fabricação de produtos como lenços de papel, papel higiênico e toalhas de papel). Os outros componentes desses produtos não são biodegradáveis, mas representam uma parte muito pequena?? do total de resíduos sólidos. Nota da Bettina (3) Em torno de 2% do lixo doméstico, num grande centro, é composto por fraldas descartáveis.  Em SP, isso pode ser traduzido como 260 toneladas/dia. OK, no artigo é citada a parte plástica da fralda, mas não há como desmembrar a parte  celulósica da plástica na hora de jogar a fralda no lixo. http://oglobo.globo.com/sp/mat/2007/04/17/295401671.asp


4. O que a P&G está fazendo para encontrar uma alternativa para os componentes não biodegradáveis da fralda/absorvente?
Embora a tecnologia não tenha criado um substituto prático para esses componentes, a P&G continua avaliando diversas fontes de materiais que podem ser adequados a esses produtos. Nota da Bettina (4), já existem fraldas biodegradáveis! Sim, são mais caras, mas a tecnologia já foi definida.  
http://www.treehugger.com/files/2005/12/gdiapers_the_ne.php

 

5. O que acontece com o plástico da fralda/absorvente?
Não temos conhecimento de publicação alguma que indique o índice de decomposição para o revestimento de polietileno. Nota da Bettina (5) http://www.compam.com.br/decomposicao.htm  basta dar um google com “decomposição + plástico” Na realidade, a decomposição de qualquer material depende, em grande parte, das condições de oxigenação e umidade dos aterros. Entretanto, em termos gerais, é certo que o plástico, como o polietileno, é um material que se mantém inalterado por muito tempo.
 

6. Por que utilizar plástico na embalagem? Existe alguma vantagem nesse material?
As embalagens de plástico têm uma série de vantagens, entre elas:
Maior durabilidade do que as de papelão.
Menos peso para o transporte do produto.
Ocupam menos espaço para efeito de armazenamento.
Protegem contra umidade.
As embalagens de plástico são recicláveis.
Representam uma economia de energia, que é um fator importante para a preservação de nosso meio ambiente; consomem 5 vezes menos energia do que seria necessário para a fabricação de caixas de papelão.
São seguras e não tóxicas. A segurança dessas embalagens foi comprovada tanto a nível de uso como refugo. Apesar de não biodegradáveis, se decompõem sem o menor índice de toxidade.
As embalagens de plástico podem ser queimadas sem risco algum.
O uso de embalagens de plástico reduz a quantidade de embalagens que se descartam e passam a fazer parte do grosso dos desperdícios sólidos. Esta redução é de 80% se comparada às embalagens de papelão.

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